A Ciência terá sua Casa em Campo Grande

A Casa estará em meio à natureza no Parque das Nações Indígenas, local de lazer, observação e cultura. Concebida em julho de 2006, a “Casa da Ciência de Campo Grande” é, há muito, objeto de desejo dos docentes e discentes da UFMS e, principalmente, dos munícipes da cidade. Com uma população de aproximadamente 800 mil habitantes, Campo Grande carece de espaços voltados à difusão da Ciência & Tecnologia e Educação Ambiental, encontrados em outras capitais, que possuem Museu de Ciência, Jardim Botânico e Zoológico.

Em julho de 2006, a pedido da então superintendente de C&T do Mato Grosso do Sul, Profª Drª Sônia Maria Jin, um grupo de professores do CCET da UFMS, Drª Dorotéia F. Bozano, Drª Isabela P. Cavalcante e Dr. Hamilton P. S. Corrêa, elaboram um projeto para a construção do primeiro Centro de Ciência para a cidade. Apoiada pela bancada de deputados do Mato Grosso do Sul, a superintendente encaminhou o projeto ao Ministério de Ciência e Tecnologia, com o intuito de captar recursos junto ao governo Federal para sua execução.

Com parecer positivo dado ao projeto pelo MCT, foram disponibilizados, no final de julho de 2007 pelo Ministério, recursos da união no montante de 520 mil reais para dar início a sua execução. Em agosto de 2007, é criado pelo Departamento de Física o Programa de Extensão da UFMS “Casa da Ciência de Campo Grande” e são dados os primeiros passos para que este sonho se concretize e nasça a Casa da Ciência

Abrigada, de forma provisória, no Centro de Ciências Exatas e Tecnologia, conta com o apoio dos professores e alunos deste Centro. Em agosto de 2007, a Profª Drª Marcia Helena Rizzo da Matta, chefe do Departamento de Química, disponibilizou o espaço para o início dos trabalhos, uma sala para receber provisoriamente 16 computadores, onde hoje funciona o Telecentro da Casa da Ciência, com acesso à internet e cursos de informática voltados à inclusão digital, para o público em geral.

Desde o início dos trabalhos, o Prof. Me. Caio Nogueira Hosannah Cordeiro, abraçou fortemente esta causa e, junto com seus estudantes, concebeu um maravilhoso projeto arquitetônico para a Casa, que ao término de sua construção com certeza será uma das edificações mais belas da cidade, digna de cartão postal.

 

Projeto Arquitetônico

 

Em 2009, a Casa iniciou fortes parcerias com professores e alunos do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) e do Núcleo de Jornalismo Científico (NJC) da UFMS, para o desenvolvimento de projetos de pesquisa e extensão, tais como: Tereré Filosófico e Herbarium Virtual.

A Casa da Ciência completará em agosto neste ano de 2009 dois anos e já se depara com um grande desafio, a missão de popularizar a ciência, estimular jovens de todas as camadas sociais para carreiras científicas e difundir a ciência como forma de promover a inclusão social e precisamos dar andamento à construção de nossa sede, de nosso espaço definitivo, onde todas as ações possam ocorrer. Para tal, contamos com o apoio de todos, gestores públicos (municipal, estadual e federal) e iniciativa privada. Esta é a única forma para que este sonho se realize.

“Mostraram-se verdadeiras as palavras de Rutherford: “O país que não desenvolver a sua ciência e a sua tecnologia está fadado a se transformar em um fornecedor de lenha, de latas d’água e de seus recursos naturais para os povos civilizados”. A democratização do acesso à ciência é a “terra fértil” para o desenvolvimento da ciência e tecnologia, que gera a riqueza do país, que permite mais investimento em ciência. Este é o círculo virtuoso essencial para o desenvolvimento econômico ambientalmente sustentável e socialmente responsável, que se pretende traçar neste século”.

Apóie esta idéia.

A cidade de Campo Grande, o estado de Mato Grosso do Sul e o Brasil agradecem.

 

Hamilton Perez S. Corrêa

Prof. do Departamento de Física da UFMS e Coordenador de Capacitação da Casa da Ciência